MENSAGEM PSICOGRAFADA DE DOLORES “DERCY” GONÇALVES

EU, DOLORES!

Tem que ter peito pra vir aqui escrever e contar o que eu vou contar.
Mais peito tem que ter quem vai publicar... mas enfim, não fui eu quem quis isso...só concordei...
Eu não quero nem saber o que vão pensar e nem o que vai acontecer. O que eu não quero é perder essa chance que me foi dada de falar pro mundo o que eu to vendo aqui.
Vai ‘pros quintos dos infernos’ quem não quiser saber do que eu vou falar. Vou falar só pra quem quer saber sobre o que é ‘cair num bordel’ lá no precipício ‘onde Judas perdeu as botas’.
Num tô nem aí... nem ‘neca de pitibiriba’ pra quem se assustar. Afinal sou eu que vou falar e não são vocês.
Vocês vão só ler. Eu vou falar do que eu vi e vivi. O que é muito pior.
Mesmo já tendo sido resgatada, recentemente, ainda estou cheirando um pouco ao azedume
lá de baixo, aquelas coisas podres que ficam nas partes íntimas do povaréu das emoções desatinadas.
Todo mundo sabe que no fim das contas eu fui uma santa, apesar de não parecer. Acontece que dentro de mim era uma confusão dos diabos... era uma revoltada comigo mesma.
Eu nem sabia bem o que eu tinha que fazer no mundo... só sabia que se eu falasse besteira e
mostrasse a minha ‘bunda’ e o restante em ‘lingerie’ de bordel dava ibope e eu ficava famosa
e assim iria sobreviver.
Ninguém tem nada a ver com a vida dos outros mesmo. E nem ninguém tem a ver com a minha e com o que eu quis fazer dela.
Eu sei que não sou má, mas Deus não é ‘besta nem nada’. Fui até ‘santa’ mesmo, de certa castidade mental, mas espalhei maus exemplos.
Quem me fazia ser como eu fui foi uma cambada de espíritos ‘sem vergonhas’, uma putaria que só mesmo quem vê a realidade aqui saberá entender do que eu tô falando.
É uma ‘cabrochaidada’ de escola de samba desvirtuada que eu conheci lá embaixo, aqui neste
plano espiritual da Terra.
Uma ‘orgia desgraçada’ de um povo das noitadas que morreu endiabrado, drogado, alcoolizado, suicidado, enfeitiçado por falsos amores e falsas ilusões sobre o que significa a vida aí no mundo que vocês estão...
E eu, infelizmente, não estou mais na vida carnal, para poder ser diferente do que fui. Depois de terem me tirado daquele suplício dos infernos consegui chegar aqui pelas vias de uns bons amigos...
Primeiro que me encontrei com a Aracy de Almeida lá embaixo também. Na zona dos ‘fudidos’ pelo temperamento do cão.
Vi os ‘cacetes’ de que tanto saiu pela minha boca imunda ao vivo e a cores me chamando...
- ‘Caralho ! Nunca imaginei que o que a gente fala e fantasia tomasse corpo..’.
Imagina que eu fui resgatada por uma madona de vermelho mais linda que Nossa Senhora e
ela disse que eu iria fazer a comunicação para comemorar os dois anos de uma tal de voz do
raio rubi.
Ela mesma é toda irradiante, de capas e lenços, véus e rosas... tudo nela brilha igual a um festival de fogos da copa do mundo...... kkkkkkkkkk
É uma mulher e tanto essa deusa que veio me dizer que eu tava sendo libertada pra falar pro
mundo da realidade da vida espiritual.
Me contou que o povaréu espiritualista é meio confuso... Que tá quase todo mundo esquecendo que tão na Terra ainda e que tão fazendo da vida um conto de fadas ou uma ‘merda’ com suas próprias vidas.
Essa palavra traduz o que eu interpretei do que ela me disse sobre a nossa inconseqüência na
vida carnal que temos.
E que ela e um tanto de almas iguais a ela precisam ajudar o mundo a entender que as coisas ainda estão em andamento...
O tal de um progresso do Terra para uma tal de dimensão não se de quantas ‘porradas’ pra cima do que tá hoje.... kkkkkkkk
O perfume dela me acordou.
Eu estava adormecida, hipnotizada pelo som estridente do ‘puteiro’ pra onde eu fui. Tinham me colocado embaixo de uns tecidos brihantes e mal cheirosos, com cheiro de ‘vulva mal lavada’...e de ‘esperma de 30 dias’ nos lençóis fedidos da cama suja onde eu fiquei.Olha que eu não quero exagerar, mas a coisa é braba mesmo...
Nem me falem do que essa minha visita aqui vai ter de repercussão...  Mas o que posso fazer se é isso mesmo que tem que acontecer?
O Homem lá de cima deve saber o que tá fazendo, porque eu nem mesmo nunca pensei que
um dia ia passar por essa situação.
Eu , D. Gonçalves, dando aula de espiritualidade... kkkkkkk
Uma coisa eu sei: - Todo mundo é ‘besta’ mesmo!
Uns estudam demais e ficam uns ‘carolas’ que ninguém quer saber de engolir... Outros estudam de menos e ficam grudados nuns diabos de tudo que é ‘cara’, uma diferente da outra.
Olha, eu tava lá quietinha depois que morri... Caí de sopetão numa cama cheia de trapos vermelhos com purpurina e lantejoulas de quinta categoria.
Lá na boate fantasma...
E quem me conhece sabe que eu nem tenho nada a ver com isso...
Fui diretão pra lá.
Eu sabia que ia ter fantasma depois que eu morresse, mas não sabia que eram tão reais... kkkkkkk
Acho que fiquei lá até esses dias, pois não tinha calendário lá. Não tinha comida... Tinha uns pratos fundos com uns miolos de boi, acho, que a muherada achava lá nos muquifos dos matadouros e trazia no tal do ‘duplo’ deles....kkkkk....
Eu não entendo nada disso.
Só sei que tinha miolo de boi e da bicharada toda matada pra vocês aí comerem... e que dava
pra gente cheirar. Nem eram pra gente comer não...
A gente cheirava uma energia ou eu sei lá que ‘bosta’ era aquela...
Na verdade, eu senti fome e sede, frio e medo.
Eu dizia pra mim mesma :
- ‘Que raios de purgatório dos infernos que eu vim parar? – Caralho... Por que que eu tô aqui?’
Vinham umas mulheres de roupas velhas, cheias de brincos oxidados, de perfume vagabundo,
parecendo as prostitutas ou biscateiras da galinhagem dos puteiros ai da Terra... Esse foi o lugar que me acolheu.....kkkkkkk....
Elas me diziam que eu era boazinha mas que no fim das contas cada um fica onde merece e onde se adapta melhor.
Eu respondia: - ‘Que boazinha o quê, pombagira dos infernos... ( hoje eu já sei que ‘pombagira’
não é nada disso...que elas são espíritos ‘de lei’ que combatem nos infernos...)...
-‘Sai pra lá, pombagira desgramada !’ Eu sei que meu espírito, lá por dentro dele mesmo, não
pensava nada do que eu fazia pro mundo ver... o que eu parecia era uma ‘cobra de duas
caras’! ‘
Vocês aí da Terra que não entendem dessa ‘praia’, que é uma verdade, tão sendo muito burros de não compreenderem como é o mundo espiritual...
Tá pra acontecer um troço de transição... que eu não entendo à altura desse trabalho aqui, na verdade, e não vou saber explicar aqui.
‘- O que eu vim fazer mesmo, aqui, é arrebentar a boca do balão !’ kkkkkkkkkk
Ou vai ou racha !
Me dispus a colaborar depois do que recebi dessa turma iluminada que trabalha muito desse lado da vida.
Ô povo da Terra... não brinca não, camarada!
A deusa do raio rubi, seja ele de que número for, porque ela diz que não importa se era sexto,
ou se não é mais... kkkkk
Ela só me afirma que amor não tem número... que raio rubi dourado é uma virtude divina e que ela não se importa com rótulos ou títulos ou numeração de hierarquias que só existem pras pessoas se sentirem supervisionadas....kkkkkkk
Então, essa deusa um dia chegou lá no casarão mal assombrado e me disse umas coisas que me fizeram pensar:
- ‘Mulher, vamos sair daqui ? Este não é o seu lugar!
- Por que você, mulher, quis se violentar tanto? Tendo uma alma tão gentil e cheia de amor... por que escolheu a rota do boicote à sua bondade e à sua luz?’
Sabe, gente... se eu já chorei na vida...e muitas vezes escondido...dessa vez chorei desbragadamente...
E eu nem sabia responder, porque nem eu mesma sabia porque escolhi um fetiche tão vergonhoso para minha vida...
- ‘Eu é que pergunto... Eu disse pra ela !
Eu é que quero saber quem sou eu e o porque estou aqui neste bordel ‘desgraçado’!
Aí ela me mostrou uma espécie de uma tela de computador e eu me vi....
Vi várias cenas de mim mesma na Terra...
Vai ser chata, vagabunda e ‘boca suja’ lá na ‘conchinchina’ !
Que vergonha de mim!
Todo mundo ria... mas não porque gostavam do jeito que eu era, mas porque eu soube fazer com que eles rissem de minha tragédia pessoal...
As pessoas são muito tontas mesmo...
Vão entrando em qualquer onda dos famosos...
Nem sabem ser elas mesmas...
Porque não me taparam a boca ou me prenderam em vez de me aplaudirem?
Talvez eu não tivesse sido tão infeliz aqui...
Alguém precisava ter me acordado...
A deusa me disse que eu não estava ali pelo que eu fiz ou falei, pelas roupas que eu vesti e nem pelas besteiras que eu ainda falo de vez em quando aqui, e nem pelas fotos de sensualidade de ‘véia coroca’ exagerada e alucinada...
Ela me disse que eu nem errei!
Ela disse que eu tinha ido pra lá (digo ‘pra lá’, no ‘bordel’, porque agora eu estou aqui, na sala dessa moça aqui...)... mas que eu tinha ido pra lá porque ‘eu não queria descobrir a minha identidade verdadeira...’
Que eu tinha ido pra lá porque eu era muito boa e não precisaria ser tragada pelo povaréu mais cruel que ‘lasca’ com os que ‘morrem errado’...os que morrem ‘tendo morrido seu amor’ também...
Que eu tinha que somente verificar o porquê que eu tava fazendo do meu espírito uma coisa que ele não é...
Que eu tava mentindo pra mim mesma e que aquele mundo cão lá debaixo, aquele prostíbulo infecto no plano espiritual era onde eu fiz todo empenho de me sintonizar, mas sem que isso fosse a minha verdade...
Vai chorar alguém mais do que eu chorei nessa hora que ela me falou isso... que vai se afogar...
Eu, que não conheci um estado de paz, nesses momentos senti essa paz profunda e perguntei a ela:
- ‘Quem sou eu, afinal? Essa desvairada do ‘cacete’?
Ela me disse: - Descubra!’
E depois disso ela foi embora dizendo que voltaria quando eu descobrisse, pois daí eu não me sintonizaria mais com aquela ‘putaria’ toda...
Essas não foram as palavras dela, mas pra vocês que me aceitaram assim em vida, me engulam mais um pouco de minha farta idiotice, estando morta.. kkkkkk
Lembro que fiquei anestesiada com essa coisa de ela me ‘botar na parede’....
E aquele perfume de rosas e lavanda fina que ela tem me deixou meio que sonolenta e cabisbaixa... de forma que depois de dormir por algum tempo, acordei e pensei ter tido um simples sonho tipo ‘conto de carochinha’.
Neste momento, em meio aos lençóis imundos onde eu estava deitada, vi uma coisa brilhando...
Ajeitei aqueles trapos andrajosos e achei o que era: era uma rosa vermelha com brilhos dourados.
Então eu percebi que eu não tinha sonhado e que aquela deusa divina tinha realmente estado comigo em algum momento...
Não sei quando... o tempo não dá pra gente saber nesta condição de morte... não só da morte do corpo...mas principalmente da morte da alma...
Daí, chorando, eu rezei!
Só que eu rezei assim:
- ‘Mulher das alturas, onde você está sua desgraçada!
Por que você veio aqui, afinal?
Que droga é essa de você me atiçar e me fazer ficar aqui matutando sem direção nenhuma?
Como é que eu vou saber quem lá eu sou, sua infeliz!
Se alguém não me explicar, o que vai acontecer comigo depois dessa ‘desgrama’ toda aqui, porra !’
E me aquietei porque não aconteceu nada, nadinha, com essa minha soberba...
Daí pensei: Acho que é melhor eu rezar de verdade, sair do meu papel de ‘louca varrida’ e pedir um ‘arrego’ pra ela !
Daí virei o disco:
-‘ Oh, deusa de vermelho !
Onde você está? Eu queria saber a resposta do que você me perguntou...
Por gentileza, nem sei como falo com você mas, por favor, volte!
E nada...
Ô saco de filó pra lidar com esse povo das claridades...
Na verdade, ela me disse depois, que estava ao meu lado, mas eu não a via...
E que ela não queria me castigar, mas dar tempo para eu pensar...
Eu daí, ‘murchei’ igual à bexiga de festa depois que a festa acaba...
Vi que o troço não é só querer... que o negócio era sério.
E eu tava de ‘saco cheio’ de ficar ali naquele hospício de orgias na minha frente.
Quanto engano dessa gente de dá piripaque se não consegue homem ou mulher vadia pra ‘se coçar’...
Eu dizia pra mim mesma: -‘ Aqui eu não quero ficar!!!’
Mas se ela disse que só vem me buscar quando eu descobrir quem eu sou ...
- ‘O que eu faço? Caraca, meu Deus!
-‘Ei... alguém aí de cima, pode me dar um dica? Quem sou eu, hein?
Porra! Que demora! ’
Gente, só digo uma coisa... Não sei quanto tempo eu fiquei xingando ... mas eu fui cansando, cansando... Cansei tanto, com fome, com frio, com sede, com vontade de tomar banho e assistir TV, de experimentar umas e outras... deu vontade de usar meus xales e roupas brilhosas, mas limpas...
Me deu saudade dos festejos em torno da minha personalidade esculhambada, e sempre com os paparicos de todo mundo que só faltava me abanar e colocar uvas na minha boquinha esgarçada.... Coisa feia...
Daí chorei mais...
Amargamente....
Eu pensava:
- ‘O que eu fiz da minha vida? Eu não era aquilo que eu mostrei...
Por que não fui mais corajosa e porque não fiz algo mais útil?
Quantos jovens devem ter se inspirado na minha boca suja...
Quantos casamentos devem ter sido desfeitos porque a mulherada pode ter vestido a minha ‘sem vergonhice’ e dizer pros maridos:
- ‘Ah, vai te catar!’ – ‘Some da minha frente, seu desgraçado!’ – ‘Tem mais gente pra eu ‘dar’!’
Me deu saudade dos Dagobertos da vida, das verdades da vida, do amor que pode existir de forma real e que eu nem soube buscar, aproveitar...
Me deu saudade daquela minha ânsia de ‘viver’...mas que eu viveria, agora, de foram diferente...
Eu, burra, achava que tava agradando...
Na verdade o povo ri porque não pode fazer outra coisa... Ele se acostuma com tudo... com qualquer coisa que é ditada pelos meios de comunicação.
Tem gente que não pensa... E nem sabe se virar sem a comédia dos imbecis...
Pensei durante muito tempo, eu acho.
Até que um dia eu cheguei á conclusão que eu era muito boa mesmo... e que quis fugir de minha bondade e do amor que eu tinha pra dar, fazendo ironia das trapaças da vida..
Cheguei à conclusão de que não valorizei as verdades e as coisas boas da vida, o amor verdadeiro que pode existir em todo mundo...
No fundo... eu falava pra mim... eu devo ser uma falsa diabinha desbocada, mas na verdade um ‘ser’ comum, uma anjinha decaída.. Só isso...
Daí ergui meu rosto pro céu... que na verdade era um teto cheio de teias de aranha e falei pra
Deus, pra quem eu vi que tinha que levar mais a sério:
- ‘Deus... manda aquela mulher aqui de novo...por favor!Eu sei que eu exagerei na minha vida... mas me dá uma chance de fazer alguma coisa útil daqui pra frente...
Traz aquela deusa perfumada de volta! Manda ela me tirar daqui... Já que ela veio me atazanar... que volte, caramba! Eu to cansada, Deus!
Eu sei que o senhor tá me ouvindo... Eu sei que o senhor sabe que eu tô sofrendo aqui no meio deste mulherio infeliz e não agüento mais ver sexo desviado...
Eu sei que o senhor vai me tirar dessa...’
E abaixai os olhos e chorei mais...
Em menos de um minuto, creio eu, chegou uma mulher gorda, preta e sorridente...
A mulher era um espírito, cês tão entendendo, né cambada?
Ela disse:
- ‘Eu sou a Velha Catarina....  e a Mestra Nada me pediu pra vir te buscar ! ’
Ela não veio pessoalmente porque está trabalhando com as crianças que foram levadas para creches nos planos espirituais, depois que desencarnaram nos terremotos do Japão.
Tu, minha filha, nem soube, não é, Dolores? ‘
Eu fiquei de queixo caído, por que daquela preta velha saíam raios azuis que brilhavam como luzes fosforescentes!
E o sorriso dela me deixou envergonhada, pois daquela boca linda saíam flores brancas que se espalhavam pelo ar...
Eu titubiei um pouco ... Não estava acostumada com essas novidades espirituais...
Ela então me disse:
- ‘Dolores, minha querida rainha de Escócia! Naquele tempo em que a filha foi rainha se acostumou com muitos banquetes e festas em seu palácio cheio de riquezas... Depois de pensar muito, quando desencarnou, a filha pediu a Deus que te desse uma vida onde fosse mais útil á sociedade.
Mas a filha se esqueceu, não é? E fez de sua vida uma réplica do que viveu, com muitas dificuldades, sabemos disso, mas querendo insistir numa imagem que já não lhe serviria.’
Daí eu disse pra ela:
- ‘É, Dona Senhora, eu quis ser a RAINHA DA COCADA PRETA! E, no fim, vim parar aqui...’
A preta velha azul disse então:
- ‘Vamos, Dolores! Chegou a hora de a filha ser útil! ’
Daí ela me levou para um lugar muito claro, lindo e cheiroso.
Eram os campos da Escócia da atualidade.
Lá, ela me fez entrar num castelo antigo, e me mostrou um retrato de uma rainha em uma parede, conservado como relíquia durante algum tempo, mas já tendo sido deposto de lá.
A Vó Catarina me disse que eu estava vendo um ‘duplo’ do quadro, uma memória dele, somente, para que eu pudesse me libertar desse passado que me fez viver mal a minha recente encarnação como Dercy Gonçalves.
Quando vi entrei em pânico.... Era ‘eu’ antigamente!
Senti uma punhalada no peito e me lembrei da ‘sucessão’...
Havia tido uma união da Inglaterra com a Escócia e eu havia participado disso.
Assustei muito e passei mal, relembrando uma infinidade de fatos e de vidas posteriores que tive lá mesmo e em outros países, antes dessa última.
Então chegaram do céu inúmeras charretes brancas com enfermeiros.
Adormeceram –me.
Depois me contaram que aquela preta velha havia vindo comigo para essas regiões onde agora me encontro: Uma aconchegante ilha do plano astral, com muitos arvoredos e castelos ao estilo irlandês.
É uma cidade espiritual de revitalização espiritual numa região semelhante mesmo a uma ilha, como Marajó.
São muitas vilas nela, cheias de castelos, com evidentes almas em reajuste de linhagens de realeza.
E eu fico num desses castelos para poder me tratar. Para lembrar daquele estilo de vida que mexeu com minhas vaidades, que me fez entristecer por motivos de traições de amores e ilusões da vida real, e, então, me tornar independente dessas lembranças.
De tempos em tempos me levam para outras cidades espirituais, com hospitais e jardins. São as tais ‘colônias’.
Nesse momento vocês percebem que não quero mais falar besteiras...
Já me fiz identificar e agora não quero mais perder tempo...
Um dia Mestra Nada veio me visitar nesta ilha e me perguntou:
‘- Poderia nos ajudar a conscientizar a Terra, especialmente o Brasil, de que a vida continua e que as coisas não mudam de uma hora para outra?’
Eu, encantada com a suavidade e firmeza desta criatura divina lhe disse:
- Bora lá! O que é que eu tenho que fazer?
Ela me disse:
- ‘Só contar aos ouvidos de uma irmã espiritual nossa, encarnada, tudo o que desejar falar, do seu jeito, para que ela ouça e vá escrevendo...’

Então, pessoal... Entenderam?
Acho que ‘falei e disse’!
Acho que fui útil!
Eu tô aqui e sou eu mesma... Não duvidem!
Tô ‘numa boa’, agora! Aprendendo a saber quem eu sou, ou quem eu ‘posso ser’ na próxima encarnação, aí mesmo na Terra, daqui a um tempinho.
Vi o Sathya Sai Baba voando em meio a pombas brancas pro infinito num dia desses, bem recente, numa tela pública aqui.
O pessoal daqui explica tudo pra gente...
Sai Baba foi pra bem longe... lá pro Cosmos...
Mas, segundo me disseram, ele vai voltar... que nem eu!
Só que, ele, pra deixar as marcas de suas pegadas, de novo, até a Terra melhorar...
E, eu, pra seguir as pegadas dele e de Jesus Cristo, de Buda, de Krishna, de Chico Xavier, da Virgem Santa, de Mestra Nada, dos Pretos Velhos, que me disseram que são de outra dimensão, ou de quem quer que seja que esteja aproveitando mais a sua vida do que eu, e deixando ensinamentos à humanidade.

Obrigada pela acolhida, moça! Tô feliz de te conhecer...
Vai em frente já que atrás vem gente...
Não... pensando bem... Verdade seja dita: Tinha mais gente na minha frente que eu passei a perna por convite que eu não merecia e me fez me sentir uma filha de Deus... e que vai falar coisas mais sérias do que essa velha rainha deflagrada, apalermada, zuretada e exibida que aqui falou.
Até mais, meus fãs, amigos e família! Olha lá, hein!
Caiam fora do que não convém, antes que não tenha mais jeito do pessoal lá do céu vir recolher a gente...
Somos e seremos sempre as almas penadas equivocadas que todo mundo tem medo. Elas são ‘nós mesmos’!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
A gente só ‘pensa’ que tudo vai passar desapercebido dos olhos de Deus... mas só ‘pensa’ mesmo!
Não tem jeito, gente! O negócio é a gente ser o melhor que puder ser...
De tantas caminhadas um dia cheguei a ser uma rainha... e depois disso virei uma catadora de lixo na França...Depois uma homossexual desvairada em Nova York, que me fez ser tão mal resolvida como mulher, que me fez voltar à Terra, confusa como fui como Dolores, um nome que já diz tudo: uma vida cheia de dores.
Soube que não precisamos somente ‘cair’ ou ‘brincar de viver’ pra aprender.
Podemos ser mais leais ao amor que sempre existe dentro de nós e que não queremos enxergar...
E, muitas vezes, nem nos curvamos à nossa vontade de mostrar pros outros que somos do bem.
Vão por mim...
Vão pra cima e não pra baixo,
Falô?
DOLORES GONÇALVES

Obs: Eu, Rosane Amantéa, digitei a mensagem tal qual ela foi ouvida, com a fidedignidade dos termos empregados, os quais não tenho o direito de omitir neste blog da Verdade, como também registrei os momentos das suas risadas, pois senti que expressavam jatos de alegria e pureza dessa alma mal compreendida. Dolores estava acompanhada do espírito de Aracy de Almeida e de Vovó Catarina das Santas Almas do Cruzeiro Divino.